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A semana em marcas: Jaguar finalmente mostra o carro, e o rebrand ganha corpo

O ranking da redação com as cinco notícias de marca mais importantes de 5 a 11 de outubro, do Type 01 da Jaguar aos emblemas de Brisbane 2032, mais o acerto e o tropeço da semana.

A semana em marcas: Jaguar finalmente mostra o carro, e o rebrand ganha corpo
Reprodução/YouTube Jaguar

Toda semana tem uma marca que mexe no logo, outra que chama uma estrela e outra que tenta provar que chegou primeiro. Esta teve tudo isso, e teve também o momento que o mercado esperava havia quase dois anos: a Jaguar finalmente mostrou um carro. Abaixo, o ranking da redação do Só uma artezinha com as cinco notícias de marca mais importantes da semana de 5 a 11 de outubro, mais um acerto, um tropeço e o que dá para tirar disso tudo.

1. Jaguar mostra o Type 01

Em novembro de 2024, a Jaguar trocou logo, tipografia e discurso e lançou um filme sem nenhum carro. A internet perguntou “cadê o carro?” e a pergunta virou piada. Na terça (6), em Nova York, veio a resposta: o Type 01, um GT elétrico de quatro portas, mais de 1.000 cv e preço a partir de £ 130 mil. Para nós, é a notícia da semana porque testa uma tese que o mercado discute desde 2024: dá para lançar a marca antes do produto? A resposta ainda depende das vendas, mas o rebrand deixou de ser promessa e ganhou algo para assinar. Leia a matéria.

2. Hellmann’s responde à Heinz com 60 anos de mesa

Quando o desafiante anuncia que quer liderar a categoria até 2030, o líder pode ignorar ou responder. A Hellmann’s respondeu, e do jeito certo: em vez de comparar produto, lançou a maior campanha do ano lembrando que está na mesa do brasileiro há mais de seis décadas, com a assinatura “A primeira. A preferida. A verdadeira.”. Herança de marca usada como argumento competitivo é um recurso que só quem tem história pode usar, e por isso mesmo é difícil de copiar. Leia a matéria.

3. Brisbane 2032 apresenta os emblemas olímpicos

Em 5 de outubro, os organizadores dos Jogos de Brisbane 2032 apresentaram os emblemas criados por um consórcio formado por VML, Landor, Black Card e Verian: duas cacatuas, uma rosada para os Jogos Olímpicos e uma de crista amarela para os Paralímpicos, cujas cristas desenham o contorno do estado de Queensland e abrigam a chama. A identidade também traz elementos das Primeiras Nações. O que nos interessa aqui é a escolha de fazer uma identidade única para os dois eventos, um sinal de que o paralímpico deixou de ser apêndice visual. O vazamento no fim de semana anterior ao anúncio é o lembrete de que, em 2026, nenhuma revelação de marca está a salvo de um print.

4. TikTok coloca Fernanda Montenegro para aprender jardinagem

Uma plataforma conhecida por dancinha escolheu a atriz de 96 anos para mostrar que o app também ensina. No filme da AKQA, Fernanda Montenegro aprende a cultivar flores em vídeos e entrega um buquê à filha, Fernanda Torres. É reposicionamento puro: o TikTok quer ser lido como lugar de descoberta entre gerações, não só de trend. E escolheu o casting mais difícil de contestar do Brasil. Leia a matéria.

5. Vauxhall tira a bandeira do grifo

A 13ª versão do grifo da Vauxhall perdeu a bandeira com o “V” e ficou mais angular, pensada para ser iluminada nos carros elétricos. Estreia amanhã (12), no Salão de Paris. Entra no ranking porque é o exemplo mais claro de uma tendência da semana (e do ano): símbolo de montadora agora é desenhado para virar luz e caber na tela, e às vezes o elemento que dava nome à marca fica pelo caminho. Leia a matéria.

Acerto da semana: o KFC virou programa de TV

O KFC do Reino Unido pegou a plataforma “Believe in Chicken” e transformou em “Don’t Crack”, um game show de 30 minutos no YouTube, criado pela Mother, com 30 superfãs disputando £ 50 mil. O elenco saiu de uma convocação em que, segundo a Creative Review, 9,8 milhões de pessoas leram o QR code e cerca de 50 mil se inscreveram. É acerto porque inverte a lógica do comercial: em vez de comprar alguns segundos no intervalo dos outros, a marca virou o próprio formato, e quem assiste escolheu assistir. Leia a matéria.

Tropeço da semana: a The Outset fecha as portas

A marca de skincare cofundada por Scarlett Johansson em 2022 anunciou o fim das operações após quatro anos. O fechamento em si não é o tropeço, porque marcas fecham. O tropeço é de estratégia: a The Outset nasceu querendo ser uma marca que não dependesse da estrela, e, num mercado lotado de celebrity brands, acabou sem a estrela na frente e sem outro diferencial forte o bastante no lugar. À Adweek, o professor JP Kuehlwein, de Columbia, atribuiu o fim justamente à baixa presença da atriz no marketing, e a leitura faz sentido. Quem aposta num rosto precisa decidir cedo se ele é a marca ou só o cartão de visitas. Leia a matéria.

A tendência: marca que olha para trás para andar para frente

Olhe a semana inteira de uma vez e um padrão aparece. A Hellmann’s usou o passado como escudo; a Marshall, na série que contamos hoje, usa os palcos que fecharam para defender os que estão abertos; a Jaguar, depois de rasgar o próprio passado, precisou de um carro com nome que remete aos clássicos para fechar a história. Ao mesmo tempo, símbolos são simplificados para viver em telas e faróis, como o grifo da Vauxhall. A tensão entre herança e simplificação é o assunto do momento em marca, e as melhores respostas da semana foram as que trataram a história como ativo a ser usado, não como peso a ser apagado. Na semana que vem, a gente volta para conferir quem aprendeu.

Fontes

Só uma artezinha Podcast

As notícias da semana, discutidas em 30 minutos.

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