Philips Walita encontra brasileiras que ganharam o nome da marca
Com a iD\TBWA, a Philips Walita transformou um dado do IBGE (74 pessoas chamadas Walita) em campanha com três histórias reais, uma delas inspirada no liquidificador da avó.

A Philips Walita lançou em 07/10 a campanha “Walitas do Brasil”, criada pela iD\TBWA, a partir de um dado curioso. Segundo a marca, o ranking de nomes do IBGE registra 74 pessoas chamadas Walita no país. Três delas viraram as protagonistas de um filme e de vídeos individuais publicados nos perfis oficiais da marca.
As histórias são reais e cada uma tem um motivo diferente. Walita Arruda, de Tucumã (PA), ganhou o nome por causa do liquidificador da avó: a mãe gostou da palavra escrita no aparelho e levou para o cartório. Walita Borges, também nascida em Tucumã, ia se chamar Wátila, mas o pai mudou de ideia na hora do registro. E Wallita Pereira, de Gurupi (TO), recebeu o nome pela semelhança com o do irmão mais velho, Wallace.
Da pergunta ao casting
Segundo Clarissa Astigarraga, diretora de criação associada da iD\TBWA, a ideia partiu da própria origem da marca. “A gente conhecia a história da marca que havia nascido da união dos nomes dos fundadores Waldemar + Lita: Walita”, contou à Marcas pelo Mundo. Ao Propmark, ela resumiu o processo: “A pergunta virou busca no ranking de nomes do IBGE, que virou pesquisa de casting, que virou campanha”.
Para Mayra Vergani, gerente de marketing Brasil da Philips Walita, a campanha mostra que a marca está “tão incorporada à vida dos brasileiros que chegou até a virar nome de pessoas”. A ação celebra as mais de oito décadas da marca nas cozinhas do país.
Contexto: um nome que veio de um casal
A história da Walita começa em 1939, em São Paulo, quando o imigrante alemão Waldemar Clemente e a esposa, Lita, abriram uma fábrica de componentes elétricos. O primeiro eletrodoméstico veio em 1944: o liquidificador Nêutron, apontado como o primeiro do tipo com motor de projeto nacional. Em 1971, a empresa foi comprada pela Philips, que manteve o nome Walita ao lado do seu. Manter por mais de cinco décadas o nome de uma marca comprada não é óbvio, e esse detalhe já diz muito sobre o valor que a Walita tinha.
O Brasil tem tradição em transformar marca em palavra. Gillette, Bombril, Maizena e Xerox viraram sinônimos de categoria no vocabulário de muita gente. A Walita vai um passo além: aqui a marca não virou nome de produto, virou nome de gente. É o tipo de prova de afeto que nenhuma pesquisa de brand awareness consegue medir.