Um projeto Sexta-feira, 9 de outubro de 2026
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Paramount e Warner Bros. vão virar Skydance, e o nome da produtora de Ellison fica acima das marcas clássicas

A empresa que nasce da fusão entre Paramount Skydance e Warner Bros. Discovery vai se chamar Skydance. O nome da controladora fica nos bastidores, e Paramount, Warner Bros., HBO Max e CNN seguem com marcas próprias.

A empresa que vai nascer da fusão entre Paramount Skydance e Warner Bros. Discovery já tem nome: Skydance. O anúncio foi feito na sexta-feira (2) por David Ellison, presidente e CEO do grupo, em uma conta nova no X, com um vídeo que desfila filmes, séries e personagens dos dois estúdios. A ação muda de PSKY para SKYD, e o fechamento do negócio, avaliado em cerca de US$ 110 bilhões, está previsto para esta terça, 6 de outubro.

Na prática, Skydance passa a ser o nome da controladora. Paramount, Warner Bros., HBO Max, CBS, CNN, DC, Nickelodeon, MTV e Paramount+ continuam com suas próprias marcas, agora debaixo de um mesmo guarda-chuva. E um nome some do mapa: o Discovery, que tinha sobrevivido à fusão com a WarnerMedia em 2022, não aparece na nova identidade corporativa, como observou o B9.

Um nome que já estava na casa

Skydance não é uma invenção de agência de naming. É o nome da produtora fundada pelo próprio Ellison em 2006, que mais tarde virou Skydance Media e, em 2025, se juntou à Paramount para formar a Paramount Skydance. Ou seja: a menor das marcas envolvidas na história vira o nome da maior empresa.

Ellison explicou a escolha dizendo que a ideia era dar à companhia combinada “uma identidade própria”, permitindo que “Paramount e Warner Bros. — e todas as nossas marcas extraordinárias — continuem em destaque”, segundo a Axios e a Variety. Ao TheWrap, a mensagem foi reforçada: “Nunca quisemos que uma nova identidade corporativa diminuísse, alterasse ou ofuscasse nenhuma das duas”. E veio o slogan de apresentação: “Juntos, somos Skydance: uma casa que coloca a criação em primeiro lugar, para histórias ousadas e de qualidade”.

O vídeo de lançamento aposta no trocadilho óbvio, e funciona. Frases como “Essas marcas são mais que um destino. São a plataforma de lançamento” e “Olhe para cima. O que antes era o topo agora é só o começo” puxam o céu do nome para o centro da narrativa, de acordo com a Axios.

Quem fica no comando

Ellison segue como presidente do conselho e CEO. Para a operação do dia a dia, o grupo escalou Ynon Kreiz, ex-CEO da Mattel, como co-CEO, enquanto Ellison se concentra na estratégia. Kreiz chega com uma credencial que conversa bem com o momento: comandou a fase em que a Mattel passou a tratar a Barbie e outras marcas de brinquedo como propriedades de entretenimento.

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