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MP das bets: Betano, Esportes da Sorte e cia. têm até 5 de outubro para sair das camisas da Série A

Medida provisória publicada em 25 de setembro proíbe as apostas de quota fixa e manda retirar patrocínios em dez dias. Com isso, 13 dos 20 clubes da elite perdem o patrocinador master, e o espaço mais disputado do futebol brasileiro fica vago de uma vez.

MP das bets: Betano, Esportes da Sorte e cia. têm até 5 de outubro para sair das camisas da Série A
Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O governo federal publicou em 25 de setembro de 2026 a Medida Provisória nº 1.394, que proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa, as chamadas bets, em todo o país. No marketing esportivo, o efeito é imediato. Novos patrocínios estão vetados, e o material que já está na rua precisa sair em até dez dias, até as 23h59 de 5 de outubro. As plataformas saem do ar a partir do dia 6. A MP vale por 60 dias, prorrogáveis por mais 60, e depende do Congresso para virar lei.

Mais da metade da elite

Segundo o Meio & Mensagem, a Máquina do Esporte e o NSC Total, 13 dos 20 clubes da Série A têm uma bet como patrocinadora master. Outros veículos falam em 14 porque incluem o Grêmio (Pitaco). A lista dos 13 tem Flamengo (Betano), Corinthians (Esportes da Sorte), Palmeiras e Vasco (Sportingbet), São Paulo e Fluminense (Superbet), Atlético-MG (H2Bet), Botafogo (VBet), Cruzeiro (Betnacional), Santos (Novibet), Vitória (7K Bet), Remo (VaideBet) e Chapecoense (ZeroUm). Como o texto da MP veta patrocínio “em qualquer meio”, marcas em espaços menores também entram na conta. É o caso da Betfast, que aparece nas mangas do Red Bull Bragantino, segundo o site No Ataque.

Quanto vale o peito da camisa

O maior contrato é o do Flamengo com a Betano: R$ 268,5 milhões por temporada, de 2025 a 2028. O Corinthians tem com a Esportes da Sorte um acordo até 2029, de R$ 150 milhões fixos por ano, que pode chegar a R$ 200 milhões com bônus. O Palmeiras recebe R$ 100 milhões anuais da Sportingbet, com teto de R$ 170 milhões. Segundo dados citados pelo NC News e pelo BPMoney, os patrocínios de bets renderam R$ 1,14 bilhão aos clubes da Série A em 2025, algo como 7,9% da receita. Brasileirão e Copa do Brasil também têm acordos com a Betano, incluindo naming rights.

Estoque cheio, marca proibida

O prazo curto esbarra no varejo. Em comunicado citado pelo Meio & Mensagem, o Fluminense deu o exemplo: “as lojas do Fluminense têm seis meses de estoque de camisas com a marca do patrocinador master”. O texto da MP não menciona uniformes nem produtos licenciados. O NC News lembra que a medida não torna crime o torcedor usar uma camisa comprada legalmente com o logo de uma casa de apostas. Os clubes paulistas se reuniram na Federação Paulista de Futebol em 28 de setembro para pedir diálogo com o governo.

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