PUMA vai vender a camisa do Divino FC, o time de Avenida Brasil 2
A PUMA vai produzir e vender os uniformes do Divino Futebol Clube, time fictício da novela que volta em janeiro de 2027. A Globo também vai vender cotas de patrocínio para a camisa.
A PUMA vai produzir e vender ao público as camisas do Divino Futebol Clube, o time fictício de “Avenida Brasil”. A parceria com a Globo foi apresentada no Upfront Globo 2027, na noite de 14/10, evento em que a emissora mostra ao mercado publicitário os planos do ano seguinte. Os uniformes HOME e AWAY serão os mesmos usados em “Avenida Brasil 2”, continuação escrita por João Emanuel Carneiro que estreia em janeiro de 2027. Preço, data e canais de venda ainda não foram divulgados.
O que foi anunciado
Além das duas camisas comerciais, o Upfront exibiu uma camisa retrô comemorativa, que não vai para as lojas. Os valores do acordo não foram revelados. A Globo também pretende negociar cotas reais de patrocínio para o Divino: as marcas poderão aparecer nos uniformes dentro da novela e participar das ações de divulgação do time. Segundo a Máquina do Esporte, os outros patrocinadores ainda não foram anunciados.
“Vamos vestir o Divino com o mesmo cuidado que dedicamos aos nossos clubes parceiros”, disse Alexandre Ajoue, diretor de Brand da PUMA Brasil. Do lado da Globo, Claudio Paim, diretor de Produtos de Publicidade nos canais Globo, resumiu a lógica do negócio: “Quando uma história atravessa gerações, ela deixa de ser apenas conteúdo para virar repertório cultural”.
Do Lupo ao PUMA: o Divino de 2012
Na novela original, exibida em 2012, o Divino revelou Tufão, o craque vivido por Murilo Benício, e teve no elenco do time nomes como Jorginho, Iran, Leandro, Roni e Adauto. O material esportivo era da Lupo. Na volta, o elenco reúne Adriana Esteves, Débora Falabella, Murilo Benício e Cauã Reymond, e a camisa troca de fornecedora para uma marca que já veste Palmeiras, Fluminense, Bahia e Red Bull Bragantino. Na prática, o Divino entra no portfólio da PUMA como um quinto clube brasileiro, com a vantagem de nunca correr risco de rebaixamento.
Contexto: quando o time da ficção vira produto
A ideia tem precedente famoso. Em março de 2023, junto com a estreia da terceira temporada de “Ted Lasso”, a Nike substituiu a fictícia Verani Sports como fornecedora do AFC Richmond e passou a vender a camisa do clube. A relação seguiu: em 1º de agosto de 2026, a camisa da quarta temporada chegou à Nike e a lojas parceiras. O modelo mostra que a torcida de uma série pode comprar uniforme com a mesma paixão de uma torcida de verdade, desde que o produto tenha o cuidado de um uniforme de verdade, que é justamente a promessa de Ajoue.
O anúncio também chega numa semana curiosa para o peito das camisas no Brasil. Enquanto os clubes reais redistribuem o espaço deixado pelas bets, como mostramos no caso do Agibank no Santos, a Globo abre a venda de cotas para uma camisa que só existe na tela. E o futebol brasileiro anda nostálgico: a Lubrax voltou à camisa do Flamengo apostando em memória, e o Divino é memória pura de 2012.