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OMHU lança o “Tedy”, uma cópia oficial do próprio sofá, e vende tudo em dez minutos

Cansada de ver o sofá Teddy copiado, a marca dinamarquesa colocou à venda no Temu, na Etsy e no Dupe.com uma versão com nome escrito errado, contratou "dupefluencers" e transformou a pirataria em campanha.

OMHU lança o “Tedy”, uma cópia oficial do próprio sofá, e vende tudo em dez minutos
Divulgação/OMHU

A OMHU, marca de móveis de Copenhague, decidiu competir com as cópias do seu produto mais famoso usando as armas delas. Em 5 de setembro, a empresa lançou o “Tedy”, uma versão deliberadamente “pirata” do sofá Teddy, com nome escrito errado, na cor que batizou de “dupe-orange” e à venda justamente nas plataformas onde as imitações circulam: Temu, Etsy e Dupe.com. O lote limitado esgotou em menos de dez minutos, segundo a Dezeen.

O original disfarçado de cópia

O Teddy viralizou em 2022 e, desde então, virou um dos móveis mais copiados da internet. A piada do Tedy é que, por baixo do nome errado, ele é o original: mesmos materiais e mesma construção, com estofado 90% poliéster, estrutura de aço cromado e design modular que vira cama ou almofadão de chão. As etiquetas trazem a frase “So many dupes. Only one original”, algo como “tantas cópias, um só original”.

O preço também entrou no jogo. O Teddy custa US$ 1.995 (£ 1.495), e o Tedy saiu por US$ 799,99 (£ 599,99). No site, a OMHU aproveitou para explicar o que está por trás do valor do original: fabricação sob encomenda na Europa e nos Estados Unidos, tecidos certificados e serviço.

“O Teddy da OMHU é um dos móveis mais copiados que existem, o que é um elogio, mas também um problema cansativo”, disse a diretora de criação Christine Smith à Dezeen. Segundo ela, a ideia foi vencer a concorrência no próprio jogo, com nome errado, venda em sites de cópias e tudo mais.

Dupefluencers e sósias

A divulgação foi pensada para as redes. A marca contratou os chamados “dupefluencers”, influenciadores sósias de celebridades, promoveu concursos de sósias e chamou donos de cópias do Teddy para comparações lado a lado com o original.

“Toda marca icônica passa por isso. Essa briga não é só nossa”, afirmou o CEO Simon Salomonsson à Dezeen, convidando outras marcas cansadas de ser copiadas a entrar na conversa. O CMO Alexander Morabbi Wulsh foi pelo mesmo caminho ao dizer à Livingetc que ser copiado é um sinal de status, já que só ícones de design são imitados nessa escala.

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